sexta-feira, 22 de junho de 2007


Por minhas verdades eu sou...
Assim
Sem nada
Pra dentro
Tudo fora
Embora sem hora
Com pressa
Pra partir
Com garra
Se for pra ficar
De pé
Sem dar ré
Chorar pra safar
Sorrir pra viver
Aprender a dizer
Sem calar pra zoar
Fingi querer
Gozar pra amar
Amar pra morrer
Mentir pra continuar
Acabar pra ser
Sentir sem querer
Parar pra respirar
Mergulhar pra ver
Sem pestanejar decidir
Regredir pra doer
Aliviar sem par
Na dança só
Na vida mansa o pó
Mulher de nó
Sem medo
Sem deus
Ter um
Ter mil
Rezar sem crer
Pagando pra ver.

domingo, 17 de junho de 2007

Lágrimas tudo bem , só pq é triste o fim.


É tempo de quebrar o espelho, se ajeitar junto ao desespero
Invadir o conselho , cair na vida sem ralar o joelho.
Sim, é tempo de dizer não, andar descalço sem deixar
o pé pisar no chão, entrar na vida pela contra –mão.
Nunca é muito tempo pra vida que é agora,
ontem foi contado de hora em hora, entrar na vida sem deixar que a vida vá embora.
É tempo de sacudir a idéia, transbordar a prosa, se furar no espinho da rosa.
Caminhar em si sem tempo pra voltar, olhar o horizonte e enxergar o mar, fazer da vida o verbo amar.
É tempo de dizer adeus sem ansiedade, ja que nada mais resta a não ser saudade.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Né nada não!


Um dia cansado da vida , tentei fazer muxoxu que nem boca de bexiga, sentei numa pedra meio de banda e esperei o dia passar, a chuva caiu, o sol voltou e nada a me alegrar.
O pé já calejado de tanta andança, o coração marejado de tanta falta de esperança, a vida ia e vinha como numa balança.
Sete filhos pra criar, sem tempo nem pra me arrepender já tinha o oitavo pra nascer.
A terra dura avermelhada de tudo se plantava mas nada se dava, nada nascia, nem boi ficava vivo, tudo que era bicho se ia, só não ia o tal do meu encosto esperando eu morrer pra assumir o meu posto, da minha mulher ele se enchia os ói, arregalava na direção da saia dela, fingia ser cabra macho e eu fingia a desmazela.
No rachar do frio noturno só se ouvia o rinchar do burro, as estrelas no meu céu de tantas que eram se confundiam entre si, no dia seguinte o sol já esquentando a taipa foi que me dei conta que dessa vida de muita terra e pouca água eu tirei a minha sorte, menos vale um sonho se a luta não lhe arrepia o peito forte!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Vou gritar!


Vou gritar ao mundo que ali no fundo há alguém aqui
Vou olhar bem forte, fazer nascer na vida a sorte, passar por ti e por mim.
Quero ser inteiro mesmo que pelo meio, eu siga até o fim.
Passeio pela estrada, vivo o meu silencio e descubro o que eu não queria descobrir
E lá bem longe eu sinto de onde eu venho, qual a minha fonte.
Choro por tudo , e com o nada me confundo , volto pra dentro de onde eu vim.
Me apego a minha prece , que Deus me proteja, que dessa dor eu não convalesça.
Que do diabo eu tenha pena e que minha alma nunca seja pequena e que do céu chuva todo dia nunca venha, pra não molhar a minha lenha.
Com meu braço forte e meu peito valente essa luta de sangue eu vou ganhar, a vitória so depende do exército que a mim se juntar!

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O q quiser q seja...


Andei procurando o q pensar ...por muito tempo andei pensando no que pensar, foi ai que eu percebi, sentindo e não pensando, que pensar só me levava a pensar. E que na trajetória trágica das minhas idéias, nada parecia sucumbir-se ao meu esforço de pensar. Enquanto eu pensava , as sensações iam se esgotando, e eu como numa forma de anestesia psíquica não me dava conta que ia perdendo o sentido do sentir. Quando percebemos que há sempre alguma coisa acontecendo e que os momentos são sempre incomuns, deixamos de pensar como aquilo foi, é ou poderia ter sido, apenas passamos a sentir o momento de forma visceral , como naturalmente ou possivelmente deveria ser, sem grandes verdades, nem grandes lógicos, ou pensamentos, pois construir essas grandes verdades, lógicas e pensamentos, seria fácil , se antes não tivéssemos q nos construir como grandes homens.
Atropelamos o nosso dia-a-dia, e adiamos com isso as oportunidades de conhecemos a si mesmos, engatamos uma marcha acelerada nas nossas vidas, talvez na ilusão de afastar qualquer possibilidade de contato com o real, real esse que muitas vezes não damos conta pela incapacidade da construção de uma consciência critica capaz de produzir estranheza de tudo que já adotamos como coisa naturalizada. Estigmatizamos a nossa própria ética para com o próximo, onde ser gente cuidando de gente é animal, e não pode ser tarefa de ser humano. Onde aniquilamos a ética com nós mesmo, quando perdemos a beira dos nossos limites e com as próprias mãos nos colocamos cabrestos e fingimos ter ideais. Deixamos que pessoas , tão pessoas como eu e você destruam nossos sonhos, construam nossos ídolos, vivam nossa vida e durma o nosso sono, deixamos e somos gratos por isso, pois ai na contra mão de toda atitude particular institucionalizamos a culpa do nosso fracasso.
Acreditar que o momento é agora e que a verdade é construída a cada passo e destruída na mesma velocidade dos fatos é de tal lucidez que nos confundem com a insanidade. A vida é de uma sabedoria tão simples que precisamos inventar artifícios pra que dela façamos parte! Não quero criar moral, nem sustentar verdades de uma vida, eu só quero discursar do que eu me dei conta e do que acho que me fez dar mil passos a frente.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A lição da Galinha.


Era uma vez uma galinha da angola que botava ovo colorido, ela saia toda maricota com seu vestido florido.
Da cercania ela era a mais animada , era a rainha da bicharada.
Não tinha um só dia q dona galinha maricotinha não sorria, fazia bordado, não tinha pressa, e cantava no ritmo do seu rebolado.
Fazia da vida uma só aventura, o povo todo dali não entendia a sua loucura, deixar os filhotes viver de travessura .
Fazia da dor um sapateado, do galo vizinho fez seu namorado, do dono da fazenda fez seu aliado.
A galinha Maricotinha era toda vaidosa, se enfeitava com seu perfume de rosa e ouvia todo dia do galo meio quilo de prosa.
Da raposa ela era esperta, se fazia de comadre mas não dava mole, era onça pintada se alguém mexesse com sua prole.
Do gavião de tanto rebolado fez mexer seu coração, com a dona cobra ela se entendia até diplomacia ela fazia.
No palco armado da bicharada seu discurso era valente, não baixava o bico nem sua crista reluzente.
A galinha Maricotinha sabia animar o dia, a receita da vida ela já sabia, nenhuma tristeza com ela existia.
Assim era a galinha Maricotinha.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

?!


A dor é sempre engraçada.
Fazemos algo doer, colocamos a culpa no outro,
não nos damos conta de que a dor já acabou,
e mesmo assim continuamos a deixar doer.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

À beira da janela.


Numa tarde finda, à beira da janela vi o sol morrer junto com o dia,
mas uma vez o dia se foi e mais uma vez estava eu ali a espera de um novo dia.
E no dia seguinte novamente à beira da janela via o dia passar,
a manhã do dia se ia e nada fazia o tempo parar.
chegada a tarde a arte do céu fazia o dia mudar , mas ainda nada fazia o dia parar,
e mais uma vez o sol se ia e junto com ele ia o dia, pra no outro dia a vida continuar.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Picadeiro da vida



No picadeiro da vida , gozo, faço graça e dou risada da tragédia,
brindo os aplausos a beira da morte fingindo ser amigo da sorte,
troco passos com o mágico e domino dentro de mim o maior leão,
correndo em disparate confundo o que me arde ao som agudo da minha solidão.
Grito ao grande espetáculo, sou eu rei da minha sensação,
me escondo num nariz de palhaço, faço arte e da arte me desfaço.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Um dia criei...



Um dia criei um samba pra descarregar o meu coração,
criei ele em versos querendo rimar o seu perdão.
Um dia criei um poema pra que a tristeza ficasse só no papel,
fiz dele um rumo dos meus sentidos que joguei ao léu.
Um dia criei um discurso pras frases bonitas q todos queriam ouvir,
amassei e joguei no lixo coisas que não queria fingi.
Um dia criei um grito pra representar uma força,
calei ele antes que me fizessem sumir.
Um dia criei uma verdade pra não me sentir só,
fiz dela a minha vida, o meu passo e consumei o meu fracasso.
Um dia criei um palavra pra me desculpar,
fiz dela a minha volta ao mundo e o meu novo sonhar!

domingo, 20 de maio de 2007

A vida é uma aposta...

O mundo é próprio de quem o habita!

Pena do que habita sem ver formosura!

Pena do que habita em si sem viver a loucura...